quinta-feira, 31 de março de 2016

A música e o cérebro!!!

O contato com a música altera a estrutura física do cérebro. 

Se envolver em atividades musicais, por exemplo, ajuda a formar e a desenvolver uma organização cerebral. Pesquisas realizadas em pessoas que aprendem um instrumento musical, apresentam aspectos positivos em relação ao seu desempenho cerebral. Os estudantes possuem menor probabilidade de terem algum tipo de demência, pois o estudo funciona não só para treinar o cérebro, mas também para proteger o funcionamento cognitivo.   
A música tem sido reconhecida como uma força poderosa no tratamento de reabilitação, usada clinicamente para tratar deficiências na função motora, linguagem, cognição, processamentos sensoriais, perturbações emocionais e que podem resultar de lesão cerebral. O cérebro precisa de estímulos para se desenvolver, e a música é um dos estímulos mais potentes para ativar os circuitos do cérebro.
A música trabalha as áreas cognitivas, sociais e afetivas do sujeito, proporcionando assim um aprendizado significativo a ele, por exemplo, durante um show o musico muitas vezes seu instrumento não é tocado o tempo todo, portanto ele há de se ater a algumas coisas, como a atenção para saber o momento em que seu instrumento entra, como seu cuidado com ritmo e harmonia que estão sendo tocados, como também concentração e atenção o tempo todo. Dependo do instrumento tocado pode se ter um grau maior ou menor de dificuldade como o piano, por exemplo, que apresenta um grau grande de dificuldade para ser tocado, pois necessita o estudo das partituras, tocar coordenadamente as teclas, prestar atenção à música, nesses casos pesquisas mostram que são ativadas as duas áreas do cérebro a direita e esquerda.

A música proporciona aprendizado e de uma forma mais prazerosa e lúdica trabalha a área cognitiva, proporcionando assim um conhecimento e proporcionando também muitos benefícios ao cérebro. 

quarta-feira, 30 de março de 2016

BENEFÍCIOS DA MÚSICA NO COMPORTAMENTO

BENEFÍCIOS DA MÚSICA NO COMPORTAMENTO 
 
A música tem uma influência direta no comportamento.

Se as pessoas souberem absorvê-la positivamente, poderão ter enormes benefícios que agregarão valores qualitativos. No trabalho infantil ela tem um papel fundamental, contribuindo para no seu desenvolvimento social e emocional, podendo levar a um melhor autocontrole e comportamento. As crianças, a partir do momento em que são capazes de engatinhar, já estão aptas a estar no controle de alguma coisa, por isso a música pode ser um auxílio neste processo.   
Para um trabalho específico com crianças, existe os dois lados da moeda, ou seja, as crianças que se sentem envolvidas com a música e se acalmam ao ouvi-las, ajudando-as no processo comportamental, mas também aquelas crianças com a natureza mais agressiva, onde este trabalho não terá um efeito positivo a curto prazo, podendo até irritá-las mais.
Com certeza, o balanço é positivo, a música beneficia muito mais a criança do que prejudica. Foi feito uma pesquisa na Inglaterra com crianças em sala de aula, onde foi medido a frequência cardíaca e temperatura dos alunos mais indisciplinados, onde foi se colocou durante algumas semanas algumas  músicas para acalmá-los.
Surpreendentemente, constatou-se que muitas crianças depois que ouviram e vivenciaram esta experiência tiveram as suas frequências cardíacas mais baixas e suas temperaturas mais equilibradas ao ponto de influenciarem em seus comportamentos.

A Música consegue impactar o humor das pessoas, influindo diretamente em seus comportamentos.  Se fosse possível que todas crianças ouvissem música de qualidade desde sua tenra idade, estaríamos moldando uma personalidade muito mais criativa, ampla, dinâmica, proativa, etc…   

terça-feira, 29 de março de 2016

BENEFÍCIOS DA MÚSICA NA SAÚDE

BENEFÍCIOS DA MÚSICA NA SAÚDE
Ouvir música é um beneficio gratuito, onde sua saúde emoções e corpo agradecem!!!

A Música tem um impacto fenomenal em nossas vidas. Imagine se a música não existisse , como seria? Agora imagine, um filme sem uma trilha sonora de fundo, como seria?  Felizmente o mundo dos sons organizados sempre fizeram parte do cotidiano das pessoas.

É importante ressaltar aqui,  que a música não pertence somente àqueles que as praticam, ou até mesmo sobrevivem dela,  mas de todo o ser humano, até mesmo daqueles que por deficiência auditiva não podem ouvi-la,  mas podem sentir suas vibrações, desde pequeno somos seres musicais conseguimos produzir música com as batidas de palmas, por exemplo. 

A música é uma das poucas atividades que envolve o uso de todo o cérebro. Pesquisas mostram que cantar é uma atividade que ativa os dois lados do cérebro. Está no íntimo de todas as culturas e pode ter benefícios surpreendentes não só para aprender um idioma, melhorar a memória e focar a atenção, mas também para a coordenação motora e desenvolvimento. Como ocorre quando se toca um instrumento.                     

A música tem efeitos positivos sobre o manejo da dor, pode ajudar a reduzir tanto a sensação de angústia até mesmo uma dor crônica e dor pós-operatória. Ouvir música pode reduzir a dor crônica de uma série de condições dolorosas, incluindo osteoartrite, a depressão em até 25%, de acordo com uma pesquisa na Inglaterra. A Musicoterapia é cada vez mais usada  em hospitais para reduzir a necessidade de medicação durante o parto, para diminuir a dor pós-operatória e complementar o uso de anestesia durante a cirurgia. A música pode dar ao paciente uma sensação de controle, fazendo com que o corpo libere endorfinas para neutralizar a dor. Música lenta faz a pessoa relaxar, diminuindo a sua respiração e os batimentos cardíacos

A Música acelera a recuperação pós-AVC. A dose diária de uma de melodias pop favoritas, música clássica ou jazz pode acelerar a recuperação de acidentes vasculares cerebrais debilitantes, de acordo com as últimas pesquisas. Quando pacientes com AVC na Finlândia ouviu a música por um par de horas a cada dia, a memória verbal e atenção melhorou significativamente em comparação com os pacientes que não receberam nenhum estímulo musical, ou que ouviu apenas as histórias lidas em voz alta, os relatórios de estudo. 
Os cientistas explicam que um determinado tipo de música pode criar uma experiência emocional positiva e profunda, que leva à secreção de hormônios que aumentam a imunidade. Isto ajuda a contribuir para a redução dos factores responsáveis ​​pela doença. Ouvir música ou cantar também pode diminuir os níveis de cortisol, hormônio do estresse relacionado. Altos níveis de cortisol pode levar a uma resposta imunológica diminuída.

A música melhora o desempenho da memória. O poder da música para afetar a memória é bastante intrigante. A música de Mozart e música barroca, com 60 batimentos por minuto padrão de batida, ativa o cérebro esquerdo e direito.  A ação simultânea cérebro esquerdo e direito maximiza o aprendizado e retenção de informações. A informação que está sendo estudado ativa o lado esquerdo do cérebro, enquanto a música ativa o lado direito do cérebro. Além disso, as atividades que envolvem os dois lados do cérebro ao mesmo tempo, como tocar um instrumento ou cantar, fazer com que o cérebro para ser mais capaz de processar informações. 

Música melhora a concentração e atenção. Ouvir música ou clássicos relaxante melhora a duração e intensidade de concentração em todas as faixas etárias e níveis de habilidade. Não está claro que tipo de música é melhor, ou o que for necessário para ajudar tipo de estrutura musical, mas muitos estudos têm mostrado efeitos significativos. 


Música melhora o movimento do corpo e coordenação A música reduz a tensão muscular e melhora o movimento do corpo e coordenação. A música pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento, manutenção e restauração de funcionamento físico na reabilitação de pessoas com distúrbios do movimento.

A música se trabalhada corretamente pode ser um ótimo recurso para a melhora da concentração, da atenção da memória, como também da coordenação motora do sujeito, ou seja, para o seu desenvolvimento completo. 

sábado, 26 de março de 2016

A música e as emoções

A música e as emoções


"A música permite que a criança brinque, dentro de nós; que o monge dentro de nós reze, que o jovem dentro de nós dance e que o herói dentro de nós supere todos os obstáculos. ou quase todos" – Don Campell.

Alguma vez sentiu um friozinho na barriga enquanto ouvia determinada música ou mesmo um trecho dela; enquanto dançava uma balada romântica ou ainda quando ecoava os primeiros acordes do hino nacional?
Está comprovado que a música e as emoções podem caminhar juntas, porque os centros de prazer ativados no cérebro (hipotálamo, por exemplo) são os mesmos que os estimulados quando comemos chocolate por exemplo.

A música, além de provocar fortes reações emocionais, como o arrepio, o riso e as lágrimas, pode diminuir a resposta tanto física como psíquica ao stress. Por outras palavras, a música pode provocar redução dos níveis de ansiedade, diminuição da pressão arterial e da frequência cardíaca, e modificações nos níveis de cortisol e adrenalina no sangue.

Quais são, então, os benefícios psicológicos da música? Estimular a comunicação entre as pessoas; aumentar a autoestima e a auto
expressão (por exemplo, a dança); favorecer a catarse, a introspecção, a reflexão, o surgimento de recordações, de novas sensações e emoções que muitas vezes não podem ser expressas por meio da fala ou da linguagem verbal.
Sendo assim, diversos fatores influenciam as nossas respostas fisiológicas e psíquicas frente à música: a capacidade particular de perceber e ouvir, a educação, a cultura, a situação social do momento...

Podemos dizer que a música é um tipo de comunicação que possui formas, regras e tempos diferentes dos da nossa fala por exemplo. A música é uma linguagem que tem a capacidade de transmitir com facilidade as emoções e os desejos mais íntimos ou até inconscientes.

E quantos de nós já utilizaram a música como um “ansiolítico”? Estou a falar-vos da "música de fundo", enquanto realizamos outras atividades, como estudar, trabalhar, cozinhar, conduzir enquanto estamos no meio do trânsito ou fazer um exercício físico.
Não há dúvida de que a música traz inúmeros benefícios a mente e corpo e, para desfrutá-los, basta somente deixar-se invadir por diferentes sons, quer seja da natureza, como o canto de um pássaro, ou de uma sinfonia de Mozart.


A música é composta por um ritmo, harmonia e uma melodia que podem ser ou não agradáveis, porém os sons estão presentes em nosso dia a dia seja pela manhã quando acordamos com o som de um galo cantando, ou com os sons dos passarinhos cantando, todos eles podem provocar emoções em nós, e algumas reações como o raspar de uma unha na lousa pode provocar arrepios, o choro de uma criança pode nos colocar em sinal de alerta, fazendo nos correr para saber o que esta acontecendo, vários são os sons presentes em nossas vidas e o que seria se não os tivéssemos a vida seria como se não existisse cor seria sem graça. A música já vai além é capaz de nos provocar as mais diversas emoções, podendo nos acalmar, nos tranquilizar, como também nos alegrar, nos excitar, dentre outros, vários são os efeitos que a música pode provocar, porém a de se ater aos efeitos negativos, um som muito alto de uma música pode nos irritar, dependendo de sua letra pode nos causar repulsa, um som estridente pode nos incomodar, um som muito alto pode chegar a provocar lesões no ouvido, portanto a música traz inúmeros benefícios, mas também provoca malefícios, porém a de se ater a isso e aproveitar e deixar-se contagiar pela música. 

sexta-feira, 25 de março de 2016

Benefícios das Brincadeiras!!!

Por que a brincadeira é essencial para o desenvolvimento
Brincar é crucial para o crescimento social, emocional, físico e cognitivo do seu filho. É a maneira da criança de aprender sobre seu corpo e sobre o mundo em que vive. Para conseguir isso, ela vai usar os cinco sentidos, principalmente no primeiro ano de vida.

Ferramenta de exploração
"Como será a sensação de colocar a mão nisso aqui? Será que faz barulho se eu apertar? O que acontece se eu puxar isso? E se eu for até lá? E se eu me segurar para ficar de pé?"

O principal objetivo da brincadeira é explorar. E, para uma criança pequena, tudo é experimento, até jogar o prato de comida no chão para ver o que acontece. Especialistas em desenvolvimento costumam dizer que brincar é o trabalho da criança (e limpar a bagunça aparentemente é o trabalho dos pais...).

Conforme a criança passa do primeiro ano de vida, a brincadeira deixa de ser tão concreta e começa a ser mais imaginativa e mais complexa. É através da brincadeira que ela vai treinar habilidades e qualidades como independência, criatividade, curiosidade e capacidade de solucionar problemas.

A brincadeira também pode servir como um espaço para explorar sentimentos e valores, assim como para desenvolver habilidades sociais. Bem antes de se sentir confortável de emprestar o brinquedo favorito para a irmã, sua filha pode experimentar oferecê-lo para uma boneca, de mentirinha.

Os primeiros "obrigados" e "por favor" espontâneos podem aparecer no meio de uma brincadeira de casinha. E que pai ou mãe resiste a desperdiçar um curativo para colocar no ursinho que se machucou?

Pela brincadeira, devemos introduzir nas crianças valores fundamentais para a vida futura, como honestidade, companheirismo lealdade, responsabilidade, persistência e competitividade construtiva. Portanto a brincadeira pode e deve ser transmitidos diversos valores a criança, já que é brincando que se aprende.

Que tipo de brincadeira é melhor?
Tudo depende da fase de desenvolvimento da criança, a cada fase da criança ela prefere um tipo de brincadeira, como também diferentes tipos de brinquedos . Como a brincadeira é a ferramenta que ela usa para entender o mundo, a melhor pista para a brincadeira ideal é a atividade que ela está se esforçando em aprender naquele momento.

Por exemplo, se você tem um bebê de 3 meses que está aprendendo a 
segurar objetos, dê a ele brinquedos leves e macios. Se, com 1 ano, ele estiver curioso sobre o fenômeno de causa e efeito, brinque de esconde-esconde debaixo de mesas e cadeiras.

Veja a seguir alguns tipos de brincadeiras que podem interessar crianças de idades distintas, de acordo com a recreacionista Catherine Marchant:

Brincadeira social
A interação com outras pessoas, especialmente com os pais, é muito importante ao longo do primeiro ano de vida. Bebês novinhos adoram sorrir, observar e gargalhar. Bebês um pouco mais velhos gostam de brincadeiras como "Cadê? Achou!", e de musiquinhas interativas como a da Dona Aranha.


Brincadeira com objetos
Para crianças de 4 a 10 meses de idade, pouca coisa é mais interessante que pôr a mão, bater, jogar, empurrar e interagir em geral com todo tipo de objeto -- e, é claro, colocá-lo na boca.


Brincadeira de representação
Empregar objetos de uso diário, imitando os adultos, é uma das brincadeiras preferidas de crianças de 1 ano de idade. As atividades são várias: falar ao telefone, cozinhar, dirigir, varrer... É a imaginação crescendo a cada dia.


Primeiras brincadeiras simbólicas
Esse tipo de brincadeira, comum por volta dos 2 anos de idade, envolve a criação de algo a partir do nada. Uma caixa de sapato pode se transformar num ônibus, com barulhos do motor e tudo. Qualquer outro objeto pode muito bem virar comidinha, por isso é importante tomar cuidado com coisas que possam ser engolidas.


Encenação de papéis
Perto de fazer 3 anos de idade, a criança revela seus dotes de atriz ou ator, passando a representar papéis diferentes: de médico, de professor, de mãe, de princesa, de super-herói... Nessa idade as fantasias passam a ser um dos brinquedos favoritos.

Quais são os melhores brinquedos?
Guie-se sempre pela idade da criança. Bebês de 2 meses vão adorar móbiles que se mexam e façam barulho. Já uma criança maiorzinha, com 1 ano, precisa de um pouco mais de "emoção", como carrinhos ou panelinhas.

Há algo que se deva fazer para a brincadeira ser mais educativa?
Experimente as seguintes sugestões:


Brincadeira é diferente de brinquedo
Brincar é se envolver em uma atividade divertida que envolva pessoas, objetos ou movimento, e não precisa necessariamente de um brinquedo.

Qualquer coisa, desde fazer bolhas de sabão a cantar, ou correr pela casa, pode ser considerada brincadeira. Você certamente já viu um bebê se divertir a valer com a embalagem do presente. Por aí dá para perceber como os critérios são amplos.


Sente-se no chão com a criança
Você não precisa fazer isso todas as vezes, mas é bom lembrar que você é o brinquedo preferido do seu filho, e qualquer coisa em que você estiver envolvido vai ser mais rico e divertido para ele. Aproveite para conversar com a criança enquanto brinca, para ao mesmo tempo ajudá-la a desenvolver a linguagem.


Só proponha brincadeiras novas quando seu filho estiver descansado
Brincar também cansa, e uma brincadeira nova exige energia extra. Procure momentos de bom humor, quando a criança estiver de barriguinha cheia e com o sono em dia.


Saiba a hora de parar a brincadeira
Cada criança tem um limite diferente para a quantidade de estímulo que recebe. Quando seu filho começar a ficar irritado, cansado ou acelerado demais, é melhor fazer um intervalo, por mais que você e as outras pessoas estejam se divertindo.


Deixe seu filho escolher entre brincar sozinho ou com outras crianças
Tanto a brincadeira "solo" como a em grupo são benéficas ao desenvolvimento. Dependendo do temperamento da criança, pode ser que ela prefira grupos pequenos ou então brincar sozinha. Procure não forçá-la.


Deixe a criança decidir para onde a brincadeira vai

Você pode sugerir brincadeiras novas e apresentar opções de atividades, mas a criança deve ser a dona da brincadeira. Afinal de contas, o objetivo é se divertir, mesmo que ela não esteja seguindo as regras ou que esteja fazendo o carrinho voar em vez de andar na pista.

Até os 3 anos, a criança ainda é pequena para seguir regras. Procure se controlar e deixar que a criança decida o destino da brincadeira, mesmo que você não concorde (a não ser que haja questões de segurança envolvidas -- aí é sua obrigação intervir).

quarta-feira, 23 de março de 2016

Por que as crianças pequenas gritam?

Por que as crianças pequenas gritam?
 

Acredite: seu filho não levanta a voz para te aborrecer. Na verdade, ele está cheio de energia e alegria de viver, e está fazendo experiências com o poder da voz. Mas por que isso acontece justamente quando vocês estão no banco ou no supermercado?

"Há um efeito de eco super legal quando você grita em espaços grandes", diz Roni Lederman, do Centro para Família da Universidade New Southeastern, na Flórida, EUA. "E as crianças sabem que conseguirão mais atenção dos pais se gritarem em público".

Algumas crianças pequenas gritam quando querem a atenção dos pais; outras berram quando querem algo que lhes está sendo recusado, como balas e doces.

O que fazer
Gritar com seu filho para que ele abaixe a voz não ajuda -- só passa a mensagem de que quem ganha é quem grita mais alto. A melhor aposta é evitar situações que convidem a criança a levantar a voz, e distraí-la quando ela fizer isso. Algumas idéias que podem ajudar:

Saia com seu filho quando ele estiver nas melhores condições possíveis. Sempre que der, antes de carregá-lo para algum lugar, certifique-se de que seu filho está descansado, de barriga cheia e bexiga vazia quando saírem de casa. Pense em como você fica (sem energia e sem paciência) quando tem de ir ao supermercado com fome ou cansado.

Escolha lojas e restaurantes barulhentos. Quando estiver com seu filho, evite lugares quietos, formais ou que inspirem intimidade. Vá para onde as famílias vão. Será menos constrangedor se seu filho resolver gritar em um restaurante que já é barulhento.

Peça para seu filho usar uma voz normal. Se seu filho começar a gritar porque está feliz, procure não criticá-lo. Mas se isso estiver incomodando de verdade, peça para ele usar uma voz normal e parar de gritar. Abaixe sua voz para que ele tenha de ficar quieto para conseguir escutar você, e diga -- calmamente -- que a gritaria está dando dor de cabeça.

Invente brincadeiras. Experimente dizer para o seu filho: "Vamos gritar o mais alto que a gente conseguir", e junte-se a ele na gritaria. Em seguida, abaixe o volume e diga: "Agora vamos ver quem consegue falar mais baixinho". Continue brincando, sugerindo outros movimentos, como colocar as mãos nas orelhas ou pular.

Isso fará com que gritar pareça apenas mais uma brincadeira. Para agilizar (na rua, por exemplo), você pode dizer: "Nossa, você está parecendo um leão! Agora vamos ver se você consegue imitar um gatinho".

Preste atenção nos sentimentos da criança. Se seu filho está gritando porque quer a sua atenção, pense e reflita se ele realmente está desconfortável ou precisando de algo. Se você achar que o lugar onde vocês estão -- como um supermercado grande e lotado -- é demais para ele, saia assim que der e da próxima vez procure fazer compras em lojas menores, ou em horários em que os supermercados estejam menos cheios. Aos poucos, faça-o se acostumar com lugares grandes e lotados de novo.

Se você achar que a criança está apenas um pouco entediada ou mal-humorada, não a ignore. Diga que você sabe que ela quer ir para casa, mas peça para ela esperar só mais um pouquinho. Ela saberá que você sabe como ela se sente. E você também vai ajudá-la a aprender como explicar o que está sentindo com palavras.

Agora, se seu filho grita porque acha que assim vai conseguir o biscoito, não dê o braço a torcer. Se der o biscoito, você só vai ensinar que ele consegue o que quer gritando. Em vez disso, explique, com calma, que você sabe que ele quer o doce, mas que é preciso terminar outras coisas primeiro, e que ele pode comer quando chegarem em casa.

Não se preocupe em dizer que ele só poderá comer o biscoito mais tarde se se comportar bem agora -- quando ele finalmente ganhar a bolacha, provavelmente nem se lembrará do que fez para merecê-lo.

Mantenha seu filho ocupado. Você pode transformar seus compromissos em algo divertido para seu filho. Experimente:

- Brincar de um jogo: uma mãe de um bebê de 1 ano e 3 meses conta que conversa bastante com o filho. "Explico o que estou fazendo, o que está acontecendo à nossa volta, quem está por perto. Ele fica quieto quando está ocupado".

Peça para seu filho ajudar a pegar os objetos das prateleiras do mercado, ou invente uma música sobre o que você está fazendo. Cante: "As bananas, as bananas, vou comprar, vou comprar, para o meu filhinho, para o meu filhinho, devorar, devorar...". Use a criatividade e invente na hora!

- Ofereça brinquedos e lanchinhos: mas faça isso antes que seu filho comece a berrar. Se você esperar até ele começar a gritar, ele vai ligar uma coisa à outra e achar que tem que levantar a voz para ganhar algo.

Você pode experimentar deixar um brinquedo de que ele realmente gosta no carro, para que ele fique bastante entretido enquanto vocês estão na rua, tratando dos compromissos.

Ignore as pessoas ao redor. Muitas mães acham difícil lidar com a criança que fica gritando enquanto outras pessoas ficam lançando olhares tortos. Se você estiver numa igreja ou em um restaurante silencioso, o melhor é levar a criança para fora por um tempo, até ela parar. Mas, num supermercado grande, não é preciso se preocupar tanto com o que os outros vão dizer ou pensar.




segunda-feira, 21 de março de 2016

Como surgiu a Psicopedagogia? & Qual o histórico da Psicopedagogia no Brasil?

Como surgiu a Psicopedagogia?
A psicopedagogia surgiu da necessidade de atender a crianças com problemas de aprendizagem como uma forma de pre-educação escolar.
Hoje os estudos estão muito desenvolvidos e os trabalhos, que inicialmente confundiam-se com um reforço pedagógico (sem propiciar os resultados desejados) mostram-se bem distantes desta visão.
Qual o histórico da Psicopedagogia no Brasil?

A Psicopedagogia no Brasil enquanto área de atuação é sustentada por referenciais teóricos, isto é uma práxis psicopedagógica .

É reconhecida academicamente através das produções científicas materializadas em teses, publicações e reuniões científicas organizadas pelo nosso órgão de classe Associação Brasileira de Psicopedagogia e por outros órgãos representados pelos profissionais e áreas afins.

A formação é feita em cursos de especialização em universidades públicas e particulares. Não há atualmente, portanto, como desconhecer o papel relevante desta profissão que tem contribuído para a integração de crianças, adolescentes e adultos que por diferentes razões estão desarticulados do sistema escolar e de instituições onde a aprendizagem é o centro.

Diferentemente dos primórdios do movimento educacional preocupado em compreender as razões do insucesso das crianças na escola, buscando apenas no aluno as respostas, a tendência contemporânea é considerar o insucesso enquanto sintoma social e não apenas como uma patologia do aluno. Hoje é inegável o reconhecimento da contribuição social e científica da Psicopedagogia e dos Psicopedagogos na realidade brasileira.

Embora nossa referência seja a Psicopedagogia, enquanto área de atuação preocupada com a questão da aprendizagem humana, sabemos que muitos são os estilos dos psicopedagogos, pois cada um os constrói a partir de sua singularidade, a qual determina as diferentes opções pelos modelos e referenciais teóricos. Entende-se que existe uma profunda relação e entrelaçamento entre os aspectos teóricos, a formação e o modus operandi do profissional.

Como não há uniformidade de modelos teóricos, não há uma única práxis psicopedagógica.

O fundamental é desencadear a consciência do compromisso na formação profissional. É a formação continuada que fundamenta a práxis psicopedagógica.

Para que o tripé modelos teóricos/ formação/ modus operandi se sustente, hoje é preciso fazer uma distinção entre legitimidade e legalização. A legitimidade da Psicopedagogia enquanto praxis e do Psicopedagogo enquanto profissional, já foi alcançada.

É preciso agora legalizar/oficializar através de leis o que já está legitimado.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Com os jogos, as crianças aprendem que ganhar e perder faz parte da vida

Com os jogos, as crianças aprendem que ganhar e perder faz parte da vida
"Brincar tem de ser divertido e, mais que aprender a perder, é importante saber que brincar, por si só, é gostoso."

Ao jogar - um comportamento que atravessa séculos -, a criança descobre que ganhar e perder faz parte da vida e desenvolve estratégias para enfrentar várias situações e os adversários.

Sentados em grupo, crianças, jovens, homens, mulheres e idosos lançam dados, viram cartas e movimentam peças de acordo com regras preestabelecidas e acordadas por todos. Em resumo, jogam. E, consequentemente, se divertem, desafiam uns aos outros, passam o tempo. Um olhar atento mostra algo mais: jogos de tabuleiro revelam peculiaridades da cultura de um povo. Alguns tradicionais, como o Jogo da Glória, surgiram como forma de simbolizar a vida e a morte. Outros demonstravam em sua origem a importância das estratégias de guerra, como o xadrez, e as crenças de um povo, como o mancala. Levando em conta essas características de comportamento e cultura, quando se transforma em espaço de jogo, a escola possibilita a construção de saberes. O desafio de uma partida proporciona a elaboração e a exploração de questões relacionadas à sociabilidade (que se dá por intermédio de regras) e ao desenvolvimento de estratégias. Detalhes que chamam a atenção para a possibilidade de trabalhar com tabuleiros sem a obrigatoriedade de vincular a atividade às áreas do conhecimento.
"É importante que as crianças descubram o gosto do brincar por si só,. Esse tipo de abordagem não deve ser encarado pelos educadores como uma perda de tempo.




quarta-feira, 16 de março de 2016

SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE PSICOPEDAGOGIA CLINICA E INSTITUCIONAL

Psicopedagogia Clínica X Institucional: Do que se trata?



Psicopedagogia Clínica X Institucional: Do que se trata?

Ouvimos muito falar sobre a Psicopedagogia, mas sempre fazemos relação com o atendimento clínico. A verdade é que os cursos de Psicopedagogia formam profissionais aptos para trabalhar tanto na área clínica como na institucional; no caso desta última, trata-se de instituições escolar, hospitalar e empresarial.

 A diferença na atuação do profissional clínico e institucional
existe, sendo assim o psicopedagogo clínico trabalha em consultório atendendo crianças, jovens ou adultos, com dificuldades de aprendizagem, tendo a parceria de outros profissionais (Pediatra, Neuropediatra, Fonoaudiólogo, Psicólogo, Psicomotricista, dentre outros) para o caso de haver necessidade de encaminhamento. Neste caso, o profissional atua em uma linha terapêutica, onde diagnostica, desenvolve técnicas remediativas, orienta pais e professores de forma que seu trabalho seja integrado e não individual. Já o Psicopedagogo institucional dá assistência aos professores e a outros profissionais da instituição escolar para melhoria das condições do processo de ensino-aprendizagem, assim como para prevenção dos problemas de aprendizagem. Utilizando de técnicas e métodos próprios, possibilita a intervenção Psicopedagógica visando à solução de problemas de aprendizagem em espaços institucionais. Juntamente com toda a equipe escolar procura construir um espaço adequado às condições de aprendizagem e consequentemente evitando comprometimentos.  Há algumas semelhanças entre a atuação clinica e institucional do psicopedagogo. Independentemente da área de atuação, o profissional precisa conhecer e compreender como se dá o processo de construção do conhecimento, assim como conhecer as dificuldades de aprendizagem e possíveis formas de intervenção. Precisa saber até onde pode ajudar e o momento certo para fazer o encaminhamento. Seu trabalho nunca é individual; deve buscar constante aprimoramento.

terça-feira, 15 de março de 2016

A Importância do Psicopedagogo Frente às Dificuldades de Aprendizagem

A Importância do Psicopedagogo Frente às Dificuldades de Aprendizagem

 

A Psicopedagogia existe há cerca de 40 anos

No Brasil, a Psicopedagogia existe há cerca de 40 anos, vem despertando a atenção de educadores e outros profissionais que trabalham com processo ensino-aprendizagem, ou que tem contato com pessoas que apresentam dificuldades de aprendizagem.

Considerando a escola responsável por grande parte da formação do ser humano, o trabalho psicopedagógico na instituição escolar tem como caráter preventivo no sentido de procurar criar competências e habilidades para solução dos problemas com esta finalidade e em decorrência do grande número de crianças com dificuldade de aprendizagem e de outros desafios que englobam a família e a escola, a intervenção psicopedagógica ganha, atualmente, espaço nas instituições de ensino.

Ao considerarmos a aprendizagem com base nos pilares cognitivos e das emoções, fazemos uso dos sentimentos envolvidos na relação professor-aluno e como o processo de ensino é efetivado em função dessa interação. Se o professor não se preocupar com a aprendizagem do aluno, este no final do ano, não terá uma posição satisfatória. Falar da relação professor - aluno é falar de relações humanas, é falar de alegria e da angustia do outro e até da falta de interesse por parte do aluno e suas respectivas dificuldades. Cada um tem uma história diferente, uma linguagem diferente, uma maneira diferente, um incentivo diferente, esses elementos foram construídos pelas múltiplas relações da realidade.

Na relação educativa, dentro das práxis pedagógica, ele é o sujeito que busca uma nova determinação em termos de patamar crítico da cultura elaborada. Ou seja, é um ser humano que busca adquirir um novo patamar de conhecimentos, habilidades e modo de agir. Mas, o próprio aluno não tem essa visão e muitas vezes se angústia dentro da escola porque ao chegar ali traz de casa o auto-conceito e auto-estima a partir das relações que desenvolve com os pais ou pessoas de seu convívio diário. O professor, em sala de aula, não pode destruir essa relação. O educando não pode ser considerado, pura e simplesmente, como massa a ser informada, ou seja, como um pote vazio que deve ser enchido com conhecimento, mas sim como sujeito, capaz de construir a si mesmo, desenvolvendo seus sentidos, entendimentos e inteligências, a educação escolar não pode exigir uma ruptura com a condição existente sem suprir seus elementos, o professor deve ver o aluno como o sujeito de sua aprendizagem, ou seja, como um sujeito como todo, não menosprezando as experiências que o mesmo traz de casa, antes do seu convívio na escola. Há uma continuidade dos elementos anteriores e, ao mesmo tempo uma ruptura, formando o novo. O que o aluno traz de seu meio familiar e social não deve ser suprimido bruscamente, mas sim incorporado às novas descobertas da escola.

Quando uma criança aprende um novo modo de executar uma brincadeira, um modo de ser, não suprime o modo anterior, ao contrário, incorpora o modo anterior ao novo modo de execução. É o novo que nasce do velho, incorporando-o por superação (Luckesi, 1994, p. 118).
Assim as relações entre os professores e alunos, as formas de comunicação, os aspectos afetivos e emocionais, a dinâmica das manifestações na sala de aula, segundo Libâneo (1994), fazem parte das condições organizativas do trabalho docente, juntamente com os aspectos cognitivos e sócio-emocionais da relação professor-aluno. Isso significa que o trabalho docente se caracteriza não apenas pelo preparo pedagógico e científico do professor e de toda a equipe da escola, mas também, pelo constante vaivém entre as tarefas cognoscitivas colocadas pelo professor e o nível de preparo dos alunos para resolverem as tarefas.

A importância do psicopedagogo frente às dificuldades de aprendizagem começa a configurar-se quando se toma consciência das dificuldades dos alunos e cuida-se em apresentar os objetivos, os temas de estudos e as tarefas numa forma de comunicação clara e compreensível, juntamente com o professor e na escola, em um todo. As formas adequadas de comunicação concorrem positivamente para a interação professor-aluno e outros que fazem parte do contexto escolar.

Aqui cito um teste realizado em uma escola nos EUA, onde mostrou o quão se faz importante essa relação de professor e aluno e o quanto isso contribui para a aprendizagem dos alunos: Na experiência, os alunos de uma escola americana foram submetidos a uma prova. Rosenthal e sua equipe disseram aos 18 educadores do colégio que se tratava de um teste especial, desenvolvido na Universidade Harvard para analisar o potencial de desenvolvimento de cada criança. Mentira. Era apenas um reles teste de QI, sem nada de especial. O objetivo da lorota era aumentar as expectativas dos professores. Os alunos fizeram a prova, e a grande sacada de Rosenthal veio na hora de anunciar o resultado. Antes mesmo de calcular a pontuação de cada aluno, os pesquisadores escolheram aleatoriamente três a seis crianças de cada série e disseram aos professores que aqueles alunos haviam se destacado e teriam um desempenho extraordinário nos anos seguintes. Era outra mentira.

No final do ano escolar, a equipe de Rosenthal voltou à escola e repetiu o teste. Os alunos que haviam sido falsamente diagnosticados como gênios haviam ganho, em média, 3,8 pontos de QI a mais que os demais. O resultado foi ainda mais surpreendente entre alunos da primeira série: a diferença entre os ungidos e o resto foi de assombrosos 15,4 pontos de QI a mais. Ou seja: as crianças que haviam sido apresentadas como mais inteligentes de fato se tornaram mais inteligentes - porque inconscientemente, sem querer, os professores haviam dado mais atenção e estímulo a elas. "O resultado mais importante desse experimento foi mostrar como a expectativa dos professores faz toda a diferença para o desenvolvimento dos alunos", analisa Rosenthal. 

segunda-feira, 14 de março de 2016

DIGA NÃO AO BULLYING

Danos que o Bullying pode causar...

A vitíma pode apresentar baixa auto-estima, dificulade de relacionamento social e no desenvolvimento escola, fobia escolar, tristeza, depressão, podendo chegar ao suicídio e a atos de violência extrema contra a escola. Já os autores podem se considerar realizados e reconhecidos pelos seus colegas pelos atos de violência e poderão levar à vida adulta o comportamento agressivo e violento. As testemunhas silenciosas também sofrem, pela sua omissão e falta de coleguismo. Muitos sentem-se culpados por toda a vida.
 Desconfie se o seu filho, primo ou irmão tem os seguintes "sintomas", porque possívelmente ele é ou foi vitíma do bullying:
-Rejeitar a escola;
-Pedir para mudar de sala de aula;
-Queda no rendimento escolar;
-Passar a apresentar sinais de somatizações(diarréia, võmitos, dores abdominais, asma, insônia e pesadelos);
-Problemas emocionais(como tristeza e depressão);
-Ou sociais(como isolamentoe não participação de atividades em grupo).


Bullying no início da adolescência pode causar depressão mais tarde

Estudo observacional sugere que 30% dos casos de depressão são influenciados por algum tipo de intimidação

O bullying sofrido na adolescência pode ser a causa de depressão em cerca de 30% dos adultos que sofrem com o distúrbio. A afirmação é de uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, que, embora tenha apresentado limitações, conseguiu encontrar uma ligação entre os dois problemas em diferentes fases da vida.

Em um estudo observacional, uma equipe de pesquisadores analisou a adolescência e o início da fase adulta de quase 4 mil pessoas. Os participantes, de 13 anos, responderam a um questionário sobre a ocorrência de bullying durante a fase na qual se encontravam. Quando chegaram aos 18 anos, foram submetidos a mais perguntas, mas dessa vez, sobre possíveis sintomas e casos de depressão.
Dos 683 jovens que sofriam bullying frequentemente - mais de uma vez por semana - aos 13 anos, 14,8% eram depressivos aos 18, em comparação a 7,1% dos 1.446 indivíduos que relataram assédio moral de uma a três vezes durante um período de seis meses.
De acordo com os resultados, apenas 5,5% das pessoas que afirmaram não terem sofrido bullying durante a primeira fase da adolescência eram depressivas. Além disso, cerca de 10,1% do grupo que sofreu intimidações com frequência apresentou depressão por mais de dois anos. Nesse caso, o índice caiu para 4,1% entre as pessoas que não relataram bullying.
O estudo também mostrou que outros fatores comportamentais - problemas mentais, conflitos na família e estresse - também influenciaram os sintomas de depressão em pessoas que sofriam assédio moral com frequência: a tendência de desenvolver o distúrbio no futuro foi duas vezes maior.
Entre os relatos de bullying, os mais comuns foram xingamentos (36%) e pertences levados (23%).
E ainda conforme os resultados, a maioria dos participantes contaram que nunca se sentiram à vontade para falar sobre o bullying físico sofrido com pais ou professores.

Embora este seja um estudo observacional sem conclusões definitivas sobre causa e efeito, os responsáveis pela análise acreditam que intervenções para reduzir o bullying em escolas podem ajudar a reduzir os níveis de depressão futuramente.

sábado, 12 de março de 2016

Quem precisa de Ritalina ?

Quem precisa de Ritalina ?


 
É sabido que há muitas pessoas fazendo o uso de ritalina sem prescrição médica, com o objetivo de melhorar o desempenho em determinadas atividades. Em tese, a ritalina funciona para aumentar a concentração e atenção do indivíduo. Mas quem precisa de ritalina? Primeiramente, com o impacto dos efeitos colaterais, muitos profissionais ainda se questionam sobre o aproveitamento útil na elevação do grau de concentração que a ritalina, na teoria, produz. Originalmente, a ritalina deve ser prescrita para pacientes portadores do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H).
É importante estimular o indivíduo com atividades específicas desde criança para evitar o fracasso escolar, social, pessoal. Esse é um dos trabalhos realizados num atendimento com o psicopedagogo. Ele considera as realidades objetivas e subjetivas que fazem parte da criança e considera aspectos cognitivos, afetivos e sociais, pois eles se complementam. O principal objeto de estudo do psicopedagogo é o ser cognoscente e todo o seu universo relacional, ajudando na adequação da realidade da criança à sua maneira de aprendizagem. O psicopedagogo também possibilita uma ponte entre a criança e o conhecimento que está sendo transmitido, investiga a dificuldade de aprendizagem da criança e considera a melhor forma que ela consegue aprender.


 Remédio, ainda duvidoso, é prescrito para portadores de TDA/H

A Ritalina faz mal a saúde

A Ritalina faz mal a saúde ?
            
    

Muitos profissionais sustentam que a ritalina é controversa, pois ela não corrige os desequilíbrios bioquímicos do corpo, ao contrário, os estimula. Por esse motivo alguns profissionais acreditam que a ritalina faz mal a saúde e condenam o uso.  Nosso cérebro é complexo, não trabalha como uma máquina, que ao trocarmos a pilha ou carregarmos a bateria, fica mais potente.  Um dos efeitos paradoxais do remédio é que, embora seja um estimulante, em determinadas doses, acaba por acalmar seus usuários.
ritalina não “cura” o TDA/H, ela pode mascarar o comportamento da criança, trazendo uma sensação de dever cumprido. Exstem muitos motivos para a criança ser desatenta e incontrolável. A criança deve crescer num ambiente saudável e equilibrado, caso contrário, ela pode ficar desatenta, agressiva, desobediente, nervosa… Devemos abusar das estratégias que contribuam, naturalmente, com o aumento da concentração.  Para isso, existem profissionais capacitados, por exemplo o psicopedagogo, que trabalham para o desenvolvimento da pessoa, autoestima, atividades para melhorar a concentração, enfim, que buscam o crescimento do paciente.


sexta-feira, 11 de março de 2016

O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL







Por que brincar é importante para as crianças pequenas?

Brincar é importante para os pequenos e disso você tem certeza. Mas por quê? Sem essa resposta, fica difícil desenvolver um bom trabalho com as turmas de creche e de pré-escola, não é mesmo? Se essa inquietação faz parte do seu dia a dia, sinta-se convidado a estudar o tema. Ele rende pano para manga desde muito, muito tempo atrás. "Os primeiros questionamentos sobre o brincar não estavam relacionados a jogos, brinquedos e brincadeiras, mas focavam a cultura", diz Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

No fim do século 19, o psicólogo e filósofo francês Henri Wallon (1879-1962), o biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) e o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) buscavam compreender como os pequenos se relacionavam com o mundo e como produziam cultura. Até então, a concepção dominante era de que eles não faziam isso. "Investigando essa faceta do universo infantil, eles concluíram que boa parte da comunicação das crianças com o ambiente se dá por meio da brincadeira e que é dessa maneira que elas se expressam culturalmente", explica Clélia.


Wallon foi o primeiro a quebrar os paradigmas da época ao dizer que a aprendizagem não depende apenas do ensino de conteúdos: para que ela ocorra, são necessários afeto e movimento também. Ele afirmava que é preciso ficar atento aos interesses dos pequenos e deixá-los se deslocar livremente para que façam descobertas. Levando em conta que as escolas davam muita importância à inteligência e ao desempenho, propôs que considerassem o ser humano de modo integral. Isso significa introduzir na rotina atividades diversificadas, como jogos. Preocupado com o caráter utilitarista do ensino, Wallon pontuou que a diversão deve ter fins em si mesma, possibilitando às crianças o despertar de capacidades, como a articulação com os colegas, sem preocupações didáticas. 

Já Piaget, focado no que os pequenos pensam sobre tempo, espaço e movimento, estudou como diferem as características do brincar de acordo com as faixas etárias. Ele descobriu que, enquanto os menores fazem descobertas com experimentações e atividades repetitivas, os maiores lidam com o desafio de compreender o outro e traçar regras comuns para as brincadeiras. 

As pesquisas de Vygotsky apontaram que a produção de cultura depende de processos interpessoais. Ou seja, não cabe apenas ao desenvolvimento de um indivíduo, mas às relações dentro de um grupo. Por isso, destacou a importância do professor como mediador e responsável por ampliar o repertório cultural das crianças. Consciente de que elas se comunicam pelo brincar, Vygotsky considerou uma intervenção positiva a apresentação de novas brincadeiras e de instrumentos para enriquecê-las. Ele afirmava que um importante papel da escola é desenvolver a autonomia da turma. E, para ele, esse processo depende de intervenções que coloquem elementos desafiadores nas atividades, possibilitando aos pequenos desenvolver essa habilidade.